[Tradução]Mães

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[Tradução]Mães

Mensagem por Drason em Sab Maio 05, 2012 8:11 am



Título original: Mothers

Autor: Knight Mysterious

Tradução: DanTR




Na saída de Ponyville…

Rainbow Dash, Elemento da Lealdade e autodeclarada Melhor Voadora de Equestria (apesar de que ela provavelmente faria questão desse título ser oficial), estava fazendo uma de suas atividades favoritas: cochilando.
Ela tinha terminado o trabalho na estação meteorológica e também o seu treino diário de manobras aéreas, e planejava relaxar o resto do dia. Talvez ela iria mostrar a Tank alguns de seus locais de relaxamento favoritos. Tank ainda tinha aquele aparelho que o fazia voar, e ele também estava sobre o efeito de uma magia da Twilight de andar nas nuvens permanentemente.
Ela decidiu pensar sobre isso depois. Era um dia perfeito. Perfeito para um cochilo relaxante. Ela estava em perfeita paz consigo mesma e com o universo em sua volta.
Então, naturalmente, alguma coisa veio para interromper seu relaxamento
“Ei Rainbow Dash!” Uma voz familiar gritava.
Felizmente, não era uma interrupção (totalmente) irritante. A pegasus azul-claro olhou para baixo e viu sua maior fã andando no seu patinete, a potra pegasus laranja sorria para ela.
“Que foi, garotinha?” Rainbow Dash perguntou. Ela gostava da Scootaloo. A admiração que Scootaloo mechia com seu ego (o qual a própria Rainbow Dash poderia admitir que ficava fora de controle as vezes) e ela não era tão incômoda, não ficava em volta da Rainbow Dash o tempo todo.
O sorriso da Scoot diminuiu um pouco, e ela olhou para o chão, mordendo seus lábios, nervosa. “Ah…”
Rainbow Dash deu um olhar curioso para ela. “Scoot? Algum problema?”
Parecia que Scootaloo tinha perdido a vontade de falar, e então ela balançou sua cabeça. “É… nada não,” ela falou, virando seu patinete para ir embora.
Rainbow Dash sorriu calorosamente. “Ei, vamos lá. Sou eu, Rainbow Dash. Você pode me contar qualquer coisa,” ela disse.
Scootaloo mordeu seus lábios novamente. “…Um,” Scootaloo gaguejou, seu coração estava em disparada. “Você… você sabe dessa grande celebração do Dia das Mães que está vindo? Com todos os jogos?”
Rainbow acenou com a cabeça. “Sim. E então?”
Scootaloo mexia o guidom do seu patinete, nervosa. “Um… eu estava pensando se…” ela parou de falar, balbuciando para si mesma.
Rainbow Dash piscou os olhos, e balançou sua cabeça, rindo. Ela voou na direção da Scootaloo, e falou. “Você quer tentar aquilo de novo? Dessa vez sem a personificação da Fluttershy?”
Scootaloo engoliu em seco, respirou fundo, e falou, “Eu estava pensando se você poderia entrar nos jogos do Dia das Mães comigo?”
Dizer que a Rainbow Dash foi surpreendida por isso seria um pensamento bruto. Ela riu nervosamente, e disse, “Uh… Tem um pequeno problema… Eu não sou sua mãe.”
Scootaloo deu um pequeno sorriso, acenando com a cabeça. “É, eu sei, isso foi uma ideia estúpida… Me desculpe, agora eu tenho que ir…”
Rainbow Dash franziu a testa. “… Não é melhor você pedir isso pra sua mãe?”
Scootaloo hesitou, porém disse, “Eu não tenho uma… O meu pai foi morto por aquela quimera que atacou Ponyville a alguns anos atrás, e minha mãe morreu dando a luz a mim…”
Rainbow Dash arregalou os olhos. Ela não sabia disso…
Scootaloo, com lágrimas nos seus olhos, deu um pequeno sorriso e disse, “Tudo bem…Eu…Desculpa por ter te incomodado…”
“Scoot, espera…” Mal a Rainbow Dash falou, Scootaloo saiu em disparada com a grande velocidade que ela tem no chão, deixando a Dash tonta e sozinha.

Alguns minutos depois…
Na Butique Carousel…

“My little pony, my little pony…” Pinkie Pie cantou, pulando em volta da loja, sua bolsa também pulava.
Rarity deu um piscar de olhos, a pônei branca olhava fixamente para sua amiga. “Pinkie, o que você está cantando?”
Pinkie parou de cantar no meio do ar, e falou, “Hm? Ah, desculpa. Eu tinha que colocar pelo menos parte do tema agora. Se isso fosse um episódio em vez de uma fanfic, a última mudança de cenário teria sido a hora perfeita pra colocar o tema de abertura.”
Rarity fixou seu olhar sobre a Pinkie por um momento, sem saber o que dizer por um longo tempo. Ela balançou a cabeça, considerando aquilo apenas como a aleatoriedade natural da Pinkie, e falou, “O que é que você queria mesmo?”
Pinkie riu, pulando em volta do cômodo. “Eu estou hospedando os jogos do Dia das Mães no final da semana! Eu queria que você me fizesse um estiloso vestido de anfitriã, com muito brilho e talvez com algumas serpentinas e…”
Rarity a interrompeu antes que ela pudesse falar mais alguma coisa, tendo flashbacks de quando ela deixou a Pinkie desenhar seu próprio vestido do Baile. “Algo que combine com seus gostos mas que seja para a mais casual celebração do Dia das Mães, opostamente a algo superelegante como o vestido do Baile.”
Pinkie riu, acenando com a cabeça. Ela se lembrou de como a sua ideia pro vestido do Grande Baile Galopante tinha ido “bem”. “Certo certo!” ela disse, “Isso é o suficiente pra pagar pelo vestido?” Ela pegou uma pequena sacola e tirou uma pequena pilha de moedas.
Rarity sorriu e acenou com a cabeça, colocando as moedas na caixa registradora. “Bom, estou contente por você ter decidido vir aqui por isso, Pinkie. Eu já devo ter um design preliminar pra você amanhã.”
“Okie dokie lokie!” Pinkie riu. Ela tinha começado a sair, quando sentiu uma leve pontada, seu rabo ficou liso, desinchando como um balão, e caindo um pouco. Ela olhou para isso confusa, franzindo a testa. Esta era uma completamente nova reação…
Rarity, familiar com o “sentido” incomum da Pinkie, deu um olhar preocupado para ela. “Qual o problema?”
“Eu…” Pinkie falou, hesitante. “Não tenho certeza…” Ela pensou por um momento, tentando interpretar aquela sensação. “Eu acho… Eu acho que alguém que nós conhecemos está realmente preocupado com alguma coisa…”
Rarity franziu a testa. “Oh… Você faz alguma ideia de quem poderia ser?”
Na mesma hora, Rainbow Dash chegou, olhando ao redor. Um olhar preocupado estava em sua face assim que ela virou para as 2 pôneis e perguntou, “Vocês viram a Scootaloo?”
Pinkie Pie e Rarity trocaram olhares confusos. “…Ela não está com os Crusaders?” Pinkie perguntou.
Rainbow Dash balançou sua cabeça. “Eu não sei… Já fui na casa do clube, mas nenhum deles estavam lá…”
Rarity franziu a testa. “Sweetie Belle não me disse nada sobre uma expedição dos Crusaders hoje…” Ela falou, pensando. “Rainbow Dash, o que aconteceu? Porque de repente você está com essa preocupação?”
Rainbow Dash hesitou por um momento, e disse, “…Scootaloo me pediu para entrar com ela nos jogos do Dia das Mães…”
Os olhos da Rarity arregalaram em choque, a unicórnio empinou um pouco.
Rainbow Dash deu um suspiro, e continuou. “Quando eu disse não, ela virou e saiu em disparada, chorando…”
Pinkie piscou, confusa. “Mas… você não é a…”
“Eu sei, EU SEI!” Rainbow Dash falou, andando pra lá e pra cá. “Eu apenas… Nenhuma de vocês sabia que ela era órfã? Porque eu não sabia! E agora ela me pede isso… Quer dizer, eu sabia que ela me admirava, mas eu não sabia que ela…” Rainbow Dash balançou sua cabeça, rosnando em confusão.
Rarity franziu as sobrancelhas. “Pinkie e eu sabíamos que Scootaloo era uma órfã. Ela vive no Orfanato Sunny Oaks no outro lado da cidade… Eu fui contratada pelos funcionários de lá pra fazer um vestido para uma potra que estava tendo um aniversário lá, e a Pinkie hospedou a festa… Porém eu não estava consciente de que você não sabia…”
Rainbow Dash suspirou. “Ela… Ela nunca fale sobre si mesma quando estamos juntas… Ela geralmente só quer fazer algo comigo ou por mim…”
Pinkie mordeu seus lábios, franzindo as sobrancelhas. Ela não conseguia pensar em nada pra falar que talvez ajudasse. “… Não sei o que fazer. Rarity?”
Rarity pensou por um momento, e disse, “Você está obviamente bem abalada com isso, Rainbow.”
“Bom, duh,” Rainbow Dash falou amargamente. “Como eu deveria reagir? Eu não sou a mãe de ninguém…”
Rarity cortou uma lembrança sarcástica que veio em sua mente. “Eu não acho que você não está muito útil nesse momento. Você espera aqui, e tenta colocar seus pensamentos em ordem. Enquanto isso, Pinkie e eu vamos procurar a Scootaloo.”
Rainbow Dash franziu a testa. “… Tem certeza?”
Rarity sorriu calorosamente. “Nós vamos garantir que ela fique bem,” A elegante unicórnio falou. “Não se preocupe”
Pinkie sorriu, e acrescentou, “E mais! Você sabe o quanto de território eu posso cobrir com uma ordem curta. Nós vamos achá-la rapidinho!”
Rainbow Dash sorriu fracamente. “Obrigado gente…”
Rarity deixou a Rainbow Dash no seu quarto, e saiu com Pinkie Pie. Assim que elas saíram da porta, Rarity parou a Pinkie e falou, “Eu acho sei um lugar onde a Scootaloo pode estar. Você pega a Twilight Sparkle, Fluttershy e a Applejack.”
“Porque?” Pinkie perguntou.
“Eu estou com um estranho pressentimento de que nós vamos precisar da ajuda de todo mundo nisso…” Rarity sussurrou, galopando em direção a borda da cidade. Pinkie franziu as sobrancelhas, e saiu em disparada para achar as outras. O caminho que a Rairty tomou a levou para um conjunto de cavernas justo na borda da floresta Everfree, perto da mina onde os cães do Diamante vivem.
“Agora, se eu me lembro corretamente…” ela disse, “Foi aqui onde a Sweetie Belle disse que eles decidiram fazer o seu ‘Segundo Super Secreto Quartel-General’ após o desastre dos Cutie Mark Crusaders Exploradores de Cavernas… Tinha uma boa quantidade de ametista lá…” Ela concentrava, se focando especificamente naquela joia. Seu chifre brilhava, Rarity sentia um pequeno puxão na base de seu esqueleto, que ficou forte assim que ela chegava perto do depósito de ametista…
Logo logo, ela achou a caverna certa. Olhando dentro dela, ela encontrou Scootaloo deitada debaixo de uma mesa em uma mini fortaleza feita de madeira. (Rarity estava realmente impressionada com a habilidade que a Apple Bloom tinha em construir coisas, e tinha certeza que ela poderia ter ganhado sua cutie mark á meses atrás se ela apenas tivesse reconhecido o quão boa ela é fazendo isso…) A pequena pegasus laranja estava fungando, enrolada como se estivesse tentando dormir, e seu patinete estava do lado.
“Scootaloo?” Rarity perguntou, sorrindo calorosamente assim que ela olhou por debaixo da mesa.
Scootaloo deu um leve grito, assustada, e olhou para cima pelos seus olhos lacrimejantes. Ela fungou, limpando seus olhos e olhando para Rarity, confusa. “Rarity? O que você está fazendo aqui?”
A unicórnio branca sorriu calorosamente. “Quando você fugiu daquele jeito, você espantou a a pobre da Rainbow Dash. Ela procurou por você o dia inteiro.”
Scootaloo fungou de novo. “Desculpa… Eu não queria… Me desculpe…”
Rarity suspirou. “Deixe disso, Scootaloo. Eu vou comprar um doce pra você lá na Sugar Cube Corner, ou talvez na confeitaria da Bon Bon…”
Scootaloo tentou sorrir. “Desculpe…” ela disse levemente.
“Agora, não, nada disso,” Rarity disse assim que Scootaloo rastejou e saiu debaixo da mesa. “Você apenas vem e nós vamos garantir que você volte sã e salva.”
Scootaloo sorriu fracamente, a normalmente rude pônei estava cama e pensativa. “… A Rainbow Dash estava realmente preocupada?”
Rarity acenou com a cabeça. “É claro que ela estava,” ela disse, sorrindo. “Ela se preocupa com você, você sabe disso! Se lembra de quando ela impediu você de fazer aquela manobra perigosa?”
Scootaloo encolheu-se. “É… Tentar pular as cavernas das Enguias em Ghastly Gorge com o meu patinete provavelmente não foi minha melhor ideia…”
Rarity, para o alívio da Scootaloo, conteve-se de fazer a provocante e óbvia resposta. “De qualquer maneira,” Rarity falou, “Vamos levar você de volta a loja. Tenho certeza de que suas amigas estão também preocupadas com você.”
Scootaloo pensou por um momento, e balançou sua cabeça. “Nah… Eu acho que vou voltar pra casa. Você poderia dizer a todo mundo que eu estou bem?”
Rarity franziu a testa. “Tem certeza? Minha oferta de te dar um doce ainda continua…”
Scootaloo acenou com a cabeça “É, eu… eu estou cansada, e preciso voltar. É quase a hora do toque de recolher mesmo…”
Assim que a Scootaloo partiu em seu patinete, Rarity franziu as sobrancelhas, virando e voltando para sua loja. Lá, ela achou as outras reunidas. Rainbow Dash, ouvindo a Rarity chegar, voou em sua direção.
“O que aconteceu? Você a achou? Ela está bem?” a pégaso de crina arco-íris perguntou, ela perguntava inquietamente.
Rarity agarrou os ombros da Rainbow Dash, fazendo ela parar de voar em volta de sua cabeça. “Calma. Eu encontrei ela nas cavernas fora da cidade. Eu tentei trazê-la de volta, mas ela quis voltar para o orfanato.”
Rainbow Dash franziu as sobrancelhas. “Bom… contanto que ela esteja bem…”
Fluttershy veio em direção a Rarity, uma expressão de preocupada no seu suave rosto. “Pinkie nos disse um pouco sobre o que aconteceu.
“Mas, como sempre, foi meio difícil de interpretar… Rarity, qual o problema com a Scootaloo?” Twlight perguntou.
Rarity olhou para fora da porta, na direção do orfanato, e suspirou. Ela virou para trás, e explicou toda a situação.
As outras trocaram olhares preocupados. “Deve ser difícil pra ela,” Applejack disse “Meus pais se foram, mas ainda temos um ao outro, Big Macintosh, e Vovó Smith. E Rarity, você e Sweetie Belle ainda tem seus pais.”
Rarity acenou coma cabeça. “Twilight, você tecnicamente tem duas mães, tanto a Princesa Celestia como a Twilight Velvet. Pinkie e Fluttershy ainda tem seus pais… Pinkie na verdade tem 2 famílias, se você contar com os Cakes e seus filhos.”
Pinkie encolheu-se, se lembrando de sua tentativa recente de tomar conta dos 2 filhos da família Cake.
Rainbow Dash hesitou, antes de admitir. “…Garotas… Eu também não tenho pais.”
As outras olharam para Rainbow Dash em choque. Ela nunca tinha falado sobre sua família antes, mas elas achavam que ela passava parte do seu tempo com sua família durante as férias. Rainbow Dash suspirou, e disse, “Minha mãe me deixou a alguns anos atrás, e eu nunca soube onde meu pai esteve. Eu estive me virando sozinha desde… bom, até que eu conheci a Gilda. E vocês sabem como tudo acabou…”
“Dashie…” Pinkie falou suavemente, vindo para perto dela e dando um pequeno carinho nela.
“Gente, eu estou bem, sério… Eu superei isso a um bom tempo atrás,” ela disse.
Twilight franziu a testa, e disse, “Nós ainda temos que fazer algo com a Scootaloo. Nós não podemos simplesmente deixar ela deprimida assim.”
Fluttershy mexia seus cascos nervosamente. “Eu podia tentar falar com ela,” ela disse.
“Seria melhor se você fizesse isso, Rainbow Dash,” Twilight disse. “Parece que essa coisa toda está centrada em você.”
Rainbow Dash hesitou, com um olhar nervoso em sua face. “Hum… Eu não sou boa com esse tipo de coisa. Não seria melhor a Fluttershy fazer isso?”
As outras trocaram olhares. “Se você tem certeza… Quer dizer, se você realmente quer que eu faça isso, eu posso…” Fluttershy disse, franzindo as sobrancelhas.
Rainbow Dash acenou com a cabeça. “Eu… não sou muito materna…” ela disse, tentando e falhando em não se sentir com uma idiota. “Seria melhor se você ou a Twilight falasse com ela…
“Mas você é a pessoa que ela admira, Dashie!” Pinkie Pie disse.
“…” Rainbow Dash não tinha resposta para isso, e saiu voando. As outras trocaram olhares preocupados.
Fluttershy suspirou. “Rainbow Dash tem boas intenções, tenho certeza. Eu vou falar com a Scootaloo amanhã,” ela disse.
“Acho que estaria tudo bem…” Twilight disse, duvidosa. Ela e as outras lentamente saíram da loja da Rarity, silenciosas e pensativas.
No outro dia, Pinkie Pie foi com sua máquina voadora para a casa da Rainbow Dash. Ela não pode achá-la lá, e supôs que ela estava apenas trabalhando no seu turno como controlador ado tempo. Mas mesmo após ela saber que Rainbow Dash foi pro trabalho, ela não estava lá.
Ela franziu as sobrancelhas, voltando para Sugar Cube Corner, e tentou pensar seriamente sobre onde a Rainbow Dash poderia estar. Depois de um minuto, ela ficou com dor de cabeça e decidiu comer um cupcake ou 2. Pumpkin Cake levitou a si mesma em direção a mesa próxima a onde Pinkie estava, olhando para sua “irmã mais velha” curiosa.
Pinkie Pie sorriu para a pequena potra unicórnio, e disse, “Eu duvido que VOCÊ saiba pra onde a Dashie foi.”
Pumpkin levitou a galinha de borracha da Pinkie para fora da mesa e começou a mastigá-lo de um modo bem bonitinho. Pinkie Pie fixou seu olhar sobre ela por um momento, tendo desistido há um bom tempo de parar a pequena unicórnio de morder as coisas (a menos que fosse algo que pudesse machucá-la). Assim que fez isso, um pensamento passou por sua cabeça.
“…Bom, elas ERAM velhas amigas,” Pinkie Pie disse. “Mas Dashie ficou realmente brava com ela após a confusão na festa… Será que ela poderia ter ido vê-la de novo?”
Pumpkin mastigou a galinha de borracha, fazendo-a guinchar. Pinkie Pie acenou com a cabeça. “Você está certa, Pumpkin. Ela provavelmente foi vê-la. E sendo a amiga que eu sou, eu deveria ir lá pra ajudá-la!” Ela abraçou a potra unicórnio alegremente, dizendo, “Você espera aí! Pinkie, sua irmã mais velha, vai voltar logo logo!”
Ela partiu em um borrão rosa. Pumpkin olhou sua partida curiosa, e encolheu os ombros, mordendo contente a galinha de borracha.
Pinkie Pie partiu na sua velocidade máxima que desafiava as leis da física, porém, parando na beira da cidade, percebeu que enquanto ela sabia QUEM Rainbow Dash tinha ido ver, ela não sabia onde a tal velha amiga vivia. Pinkie bufou. “Poxa. Como eu vou estar junto com a Dashie se eu não sei onde ela está?”
Ela pensou por um momento, e sorriu alegremente. “Twilight deve saber! Twilight sabe de um monte de coisa!”
Saltando alegre, ela começou a pular de volta a cidade. Ela eventualmente passou pelo orfanato, assim que a Fluttershy estava saindo dele. Fluttershy estava franzindo a testa, com um olhar preocupado em sua face. Pinkie Pie, que tinha uma objeção pessoal a um franzir, pulou na direção da Fluttershy para ajudá-la.
“Qual o problema, Fluttershy?” Pinkie Pie disse, sorrindo calorosamente. “Alguma coisa em que a Tia Pinkie poderia lhe ajudar?”
Fluttershy rolou seus olhos, e disse, “Pinkie, eu sou um ano mais velha que… oh, deixa pra lá.” Ela suspirou, olhando de volta parar o orfanato “… Eu tentei falar com Scootaloo, mas ela não quis me ver. Ela não queria nem falar com Apple Bloom ou Sweetie Belle.”
Pinkie olhou para o orfanato, franzindo a testa. Ela então sorriu. “Ooh! Já sei! Talvez uma festa vai ajudá-la a se sentir melhor!”
Fluttershy pensou por um momento. Pinkie Pie sabia fazer excelentes festas. Mas com o humor com que a Scootaloo estava agora…
“Mil perdões, Pinkie…” a pegasus disse, “Mas acho que agora uma festa só faria as coisas piorarem pra ela.”
Alguma coisa no cérebro da Pinkie Pie falhou. “O QUÊ?! Festa…PIOR…Eu não… não tem SENTIDO… waffles… SANDUÍCHE…” ela gaguejou, balbuciando e depois desmaiando, com as pernas levantadas para cima.
“Oh, poxa!” Fluttershy choramingou, com medo de que ela tivesse “quebrado” a Pinkie. “Pinkie Pie, você está bem?”
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Enquanto isso…
Em Griffhala…
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“Caramba, Dashie, você deve estar desesperada se você voltou pra mim,” Gilda provocou. “Você finalmente se cansou desses seus amigos chatos?”
Rainbow Dash olhou para a grifo. “Para com isso, Gilda. Eu apenas vim aqui porque eu preciso esvaziar minha cabeça. Achei que alguma pequena diversão com você me ajudaria nisso.”
Gilda fez uma expressão de desdém. “É legal saber que você pensa tão bem sobre mim,” a grifo disse, bocejando e se esticando. “Então, o que está enchendo sua cabeça? Talvez eu possa ajudar.”
Rainbow Dash balançou sua cabeça. “Eu… honestamente duvido disso. Sem querer ofender, mas mesmo quando eramos amigas você não era muito útil.”
Gilda franziu a testa. “Bom, talvez eu tenha decidido ser legal dessa vez,” ela falou.
Rainbow Dash fixou seu olhar sobre ela.
Gilda nervosamente arranhou com suas garras o chão da caverna por um momento e então suspirou. “Tudo bem, eu sinto sua falta e eu estava procurando por alguma desculpa para que você pudesse passar um tempo comigo novamente.” Ela olhou para a Rainbow Dash com uma supreendente expressão triste. “Você sabe como é difícil para os grifos se virarem sozinhos quando nós… nos apegamos a alguém…”
Rainbow Dash suspirou. “Eu sei, eu sei, e eu peço desculpas… Eu apenas, fiquei tão brava… especialmente após descobrir o que você fez na praça…”
Gilda suspirou. “Erros foram cometidos,” ela admitiu, abraçando sua amiga. “A maioria por mim. Mas estou feliz de ter você de volta.”
Rainbow Dash sorriu. “Eu também… Agora vamos lá, vamos nos divertir um pouco.”
Gilda balançou sua cabeça. “Não enquanto você não falar comigo, Dashie.”
“Gilda…” Rainbow Dash falou, com uma voz quase suplicante.
“Você está FUGINDO de algo, Dashie. Eu posso dizer,” Gilda disse “Você NUNCA foge, então estou meio preocupada.”
Rainbow Dash bufou, se sentindo ofendida. “Eu não estou fugindo!”
“Então porque você está aqui?” Gilda perguntou, levantando sua sobrancelha.
“Porque…” ela disse, hesitando por tanto tempo que não soou convincente, “Porque eu queria passar o dia com uma velha amiga, só isso.”
Gilda fez uma carranca. “Não, Dashie. Você não é assim. Você mesma disse, você nunca foge. Então porque você está fugindo?” ela perguntou, se sentando.
Rainbow Dash se aborreceu por um momento, claramente não querendo falar sobre isso… e suspirou, desistindo. Ela se deitou no chão, olhando para o céu. “Tem uma potra chamada Scootaloo…” ela disse. “Ela… praticamente me idolatra desde que ela me viu pela primeira vez.”
“E você simplesmente adorou a atenção, certo?” Gilda provocou.
“Bom, sim,” Rainbow Dash disse, sorrindo e se orgulhando um pouco. “Quer dizer, quem não adoraria? Ela até criou um fã clube pra MIM.” Ela balançou sua cabeça. “Isso foi… Uma sensação incrível.”
Gilda acenou com a cabeça. “Tudo bem… Estou esperando você para de enrolar e falar de uma vez…”
Rainbow Dash suspirou, e disse. “Tem um festival do Dia das Mães vindo. Tem alguns jogos de mãe e filha que a Pinkie Pie está hospedando… Scootaloo me pediu pra eu participar nos jogos com ela.”
Gilda piscou os olhos, suas asas se abrindo em alerta. “Wow… apenas… wow,” ela disse.
Rainbow Dash acenou com a cabeça. “Eu… Eu não sei no que pensar, Gilda. Eu não sou a mãe de ninguém… Eu…”
Gilda franziu as sobrancelhas, um pensamento passou por sua cabeça. “Isso tem a ver com sua mãe?”
Rainbow Dash estremeceu como se tivesse sido golpeada. “O quê? NÃO! Isso não tem nada a ver com…” ela gaguejou, parando de falar.
“…com o fato de que sua própria mãe te abandonou,” Gilda terminou.
Rainbow Dash dava patadas no chão, nervosa. “Eu… Eu estou assustada, Gilda… Quando eu pensei que ela apenas me adorava como uma heroína, ou que ela me tratava como uma irmça mais velha, estava tudo bem… Mas isso? Saber que ela quer que eu seja sua mãe? Eu… Eu estou preocupada que eu posso ser como minha mãe, que eu apenas… fugiria dela algum dia por… qualquer razão…”
Gilda franziu a testa. “Você realmente nunca superou o fato dela ter de deixado, ou não? Ela disse suavemente.
“Ela ME DEIXOU!!” Rainbow Dash quase guinchou, lágrimas corriam pelo seu rosto. “Mães não devem deixar suas filhas! Mães não devem deixar seus filhotes crescerem sozinhos!!”
“Calma, Dashie, calma…” Gilda disse, levantando suas garras em um gesto acalmante. “Eu estou do seu lado, se lembra?”
“Rainbow Dash, com lágrimas ainda escorrendo por sua face, olhou para Gilda por um momento e se deitou no chão, mal humorada. Gilda se deitou perto dela, com uma expressão pensativa em seu rosto.
“Eu acho… Eu acho que sei qual é o problema,” Gilda disse. Quando Rainbow Dash não respondeu, Gilda continuou. “Parte disso é que você está com medo de que você pode acabar se tornando igual a sua mãe. Outra parte é que a ideia de ser uma mãe quer dizer que você vai ter que crescer um pouco. E você está até brava com você mesma por pensar assim.”
Rainbow Dash franziu a testa. “Eu não estou com medo de crescer,” ela disse.
Gilda zombou. “Eu CONHEÇO você, Dashie. Melhor do que você pensa. Você ainda quer ser uma Wonderbolt, certo?”
“É claro que eu quero!” Rainbow Dash disse.
“O mesmo sonho que você tem desde que era uma potra e conseguiu o autógrafo da Spitfire depois de seu primeiro grande show como uma Wonderbolt?” Gilda pressionou.
Rainbow Dash começou a dizer alguma coisa, e franziu as sobrancelhas. Isso ERA um sonho de potra, ela sabia… mas esse sonho tinha feito ela seguir em frente todo esse tempo. E ela sabia que parte da razão dela estar relutante em ir o quão longe que a Scootaloo quer é que ela não estava querendo desistir desse sonho. Os dois problemas alimentavam um ao outro, a deixando com medo e envergonhada.
Gilda acenou com a cabeça. “Você está com medo, Dashie. Você está com medo de que você poderá ser como sua mãe. Você está com medo de que você tenha que desistir do seu sonho de ser uma Wonderbolt. E nessa segunda parte, você está com raiva de si mesma porque você sabe como isso é insignificante.”
Rainbow Dash resmungou. “Eu odeio quando as pessoas me entendem antes de mim mesma…”
Gilda riu. “Eu sempre fui capaz de entender as pessoas, Rainbow. Isso fez as coisas mais fáceis quando eu provocava aquele povo chato que a gente encontrou na Escola de Voo,” ela disse. Ela então suspirou, coçando a testa. “Olha. É óbvio que você se importa com a pequenininha, então pelo que eu vejo, você tem 2 opções. Uma, ignorar a criança e lidar com sua decepção, e continuar com seu objetivo de treinar para os Wonderbolts. Você pode conseguir outros fãs. Segundo, aceitar a criança e experimentar ser uma mãe.”
Rainbow Dash não disse nada, olhando nervosa para o chão. Gilda rolou os olhos, chateada com o silêncio da Rainbow Dash. “Se isso ajudar de alguma forma, Dashie, o fato de que você está tão preocupada com a potra coloca você 10 degraus acima de sua própria mãe,” ela disse.
Rainbow Dash sorriu, batendo suas asas um pouco. Gilda acenou com a cabeça. “Muito bem. Assim é melhor,” a grifo disse. “Você é uma completa idiota quando está deprimida.”
“Sua bondade e compreensão são tocantes,” Rainbow Dash fez sarcasmo, se sentindo um pouco melhor.
“E você está prestes a perder a corrida que eu acabei de te desafiar,” Gilda provocou, voando para fora da caverna como uma bala.
“EI!” Rainbow Dash gritou, a seguindo em uma listra cor de arco-íris, as duas velhas amigas riam enquanto corriam, revivendo velhos tempos e reconstruindo sua amizade danificada.
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Mais tarde, à noite…
Ponyville…
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Rainbow Dash voou de volta para a vila, tendo prometido visitar Gilda de novo mais tarde na semana. Ela voou por cima do orfanato… e sentiu uma onda de medo de novo, sem saber o que diria para a Scootaloo. Ela partiu em disparada, sem saber que Scootaloo a viu, a jovem pégaso ficou seu olhar sobre ela por um bom tempo.
Rainbow Dash voou sem rumo pela vila por um momento, localizando Fluttershy, Rarity, e Twilight conversando no restaurante. Ela voou para perto delas, fazendo um pouso perfeito no último banco vazio perto da mesa.
“E aí, garotas?” ela perguntou, sorrindo.
“Onde você esteve?” Rarity perguntou, seu tom desaprovando.
“Nós não conseguimos achar você o dia inteiro,” Fluttershy disse, sua voz suave estava preocupada.
Rainbow Dash sorriu fracamente. “Ahh, me desculpe garotas. Eu precisei esvaziar minha mente um pouco, e fui para Griffhala, ver se eu podia fazer as pazes com Gilda.”
Twilight piscou os olhos. “Griffhala? Esse lugar é bem distante, Rainbow Dash,” ela disse, preocupada.
Rainbow Dash acenou com a cabeça, parecendo encabulada. “Eu sei… Eu só precisei de um tempo pra pensar, sabe?”
As outras 3 trocaram olhares preocupados. Rainbow Dash tossiu, e tentou mudar o assunto. “Então… Como as coisas estão indo hoje?”
Fluttershy balançou a cabeça. “Scootaloo não quer falar com ninguém, nem mesmo com os outros Crusaders. Eu acho que ela ainda está se sentindo mal por ter pedido pra você ir com ela nos jogos do Dia das Mães…”
Rainbow Dash se encolheu, suas asas fecharam. “… Eu gostaria de saber o que dizer pra ela.”
“Diga ALGUMA COISA pra ela,” Rarity disse, bufando de frustração. “Qualquer coisa. É por VOCÊ que ela está fixada, Rainbow Dash. Esse silêncio não é saudável… …pra qualquer uma de vocês.” A expressão dela suavizou um pouco, mostrando que ela estava também preocupada com Rainbow Dash.
“Eu vou… Eventualmente… Eu só… preciso entender algumas coisas…” Rainbow Dash disse, olhando para o chão, nervosa.
Rarity suspirou, dando um tapa no próprio rosto, irritada. Ela deixou algumas moedas na mesa, e se levantou para sair. “Eu preciso ir. Eu tenho que fazer o vestido de anfitriã da Pinkie pra festa que vai ter depois de amanhã.”
“Você poderia… quer dizer, se você não se importar… você por favor poderia verificar a Pinkie?” Fluttershy perguntou.
Rarity acenou com a cabeça, e partiu, trotando elegantemente. Rainbow Dash fixou seu olhar sobre Fluttershy, confusa. “O que tem de errado com a Pinkie?”
Fluttershy deu um pequeno grito, se escondendo por trás de sua crina. Rainbow Dash teve que se esforçar para ouvi-la assim que ela começou a balbuciar. “Bom… Eu tipo… Ela me sugeriu que ela deveria fazer uma festa para a Scootaloo, e eu disse que isso só faria as coisas piorarem… e ela apenas…” ela parou de falar, balbuciando muito mais baixo.
Twilight, incapaz de se controlar, riu e terminou a frase. “Fluttershy quebrou o cérebro da Pinkie.”
“Eu não queria…” Fluttershy choramingou.
Rainbow Dash deu um tapa no próprio rosto, balançando sua cabeça. “Me lembre depois que tudo isso acabar de te ensinar como evitar ‘desencadear’ esse tipo de coisa na Pinkie.”
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No dia seguinte.
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Rainbow Dash parou em frente a porta do orfanato, tentando controlar seu coração. Ela sabia que tinha que falar com Scootaloo, para tentar e inventar algo para as duas.
Então porque ela se sentia como se estivesse prestes a enfrentar Nightmare Moon e Discord ao mesmo tempo?
Ela amaldiçoou seu próprio medo, e, tremendo, levantou seu casco e bateu na porta, que foi aberta. Scootaloo estava parada ali, assustada por ver a Rainbow Dash. “Ei Rainbow Dash!” ela disse, sorrindo largamente apesar de seu humor.
Rainbow Dash forçou um sorriso no seu rosto. “Oi, garota,” ela disse. Ela engoliu em seco, e disse, “O-ouça, eu queria falar com você sobre…”
A expressão de Scootaloo ficou dolorosa, e ela disse, “Não, não, tudo bem. Foi idiotice minha pedir isso pra você… Quer dizer, você está treinando para entrar nos Wonderbolts! Voc^não precisa de mim, a segurando…”
Rainbow Dash gaguejou. “Eu…”
“Está tudo bem, sério… Esse feriado fica me incomodando algumas vezes…” ela disse suavemente, dando um fraco sorriso. “Olha… Sweetie Belle quer ver se nós conseguimos Cutie Marks de costureiras… Ela pediu para a Rarity dar alguns materiais. Vejo você depois, ok?”
Scootaloo partiu em seu patinete, dizendo a si mesma: “Foi idiotice minha pensar em pedir isso a você… Ninguém precisa ser atrapalhado por uma flanco branco de ninguém como eu…”
Rainbow Dash apenas fixou seu olhar sobre ela, parada, Quando Scootaloo desapareceu de sua vista assim que ela movia pela cidade, Rainbow Dash suspirou e bateu com sua cabeça na parede do orfanato. “A corajosa e poderosa Rainbow Dash…” ela murmurou.
Rainbow Dash suspirou novamente, e tomou um pouco de ar. Ela precisava conversar com alguém. Ela olhou por aí, vendo Fluttershy cuidar dos seus animais, e Applejack e Big Macintosh fazendo negócios com Carrot Top, trocando colheitas. Pinkie Pie estava em Sugar Cube Corner vendendo uma nova mistura para cupcakes, e Rarity parecia estar ocupada fazendo um vestido que ela supôs, pelas serpentinas, que era para a Pinkie.
Restava Twilight Sparkle.
Ela franziu a testa. Twilight era uma pônei legal, mas suas explicações tendiam a ser muito mais longas e cansativas do quanto ela gostava. Porém, ela sempre quis ajudar, e nunca falhou em estar lá quando você precisa de ajuda. Rainbow Dash suspirou, e voou para a biblioteca, onde Twilight Sparkle estava tomando um pouco de chá enquanto lia um livro.
Twilight, ouvindo a porta se abrir, virou e sorriu quando ela viu Rainbow Dash entrar. “Ei Rainbow! Posso ajudar em algo?”
Rainbow Dash mordeu seus lábios nervosa, e disse, “Posso falar com você ali fora por um momento? Sem o Spike?”
Twilight acenou com a cabeça, curiosa. “Claro. Além disso, Spike saiu pra levar recados,” ela disse. Ela colocou de lado o seu livro e caminho para fora com a pégaso, com um olhar preocupado em sua face.
Após um longo momento de hesitação, Rainbow Dash perguntou, “Como você vê o Spike?”
Twilight piscou e sorriu. “Ele é meu Assistente Número Um,” ela disse. “Você sabe disso.”
Rainbow Dash balançou a cabeça. “Eu quero dizer… como você vê ele? Como um irmão mais novo, apenas como um assistente, o quê?
Twilight arregalou os olhos por um momento, e então sorriu calorosamente, ficando um pouco corada. “Bom… Depois de eu o ter chocado, eu procurei saber porque o ovo dele estava sendo usado… Aparentemente, ele foi doado por uma dragoa que achou que era um ovo sem filhote… Eu descobri que não era pra eu realmente chocá-lo, mas apenas mostrar que magia eu tinha. Quando eu acabei o chocando…” Twilight sorriu, fechando seus olhos por um momento e olhando diretamente para Rainbow Dash. “Ele é meu filho. Eu posso não o ter levado dentro de mim e nem o ter dado à luz, mas ele é o meu filho. E… eu o amo.”
Rainbow Dash estudou o olhar na face da Twilight. Ela franziu as sobrancelhas, olhando para o chão, pensando bem. Twilight lhe deu um olhar preocupado. “…Você está bem?” ela perguntou? “Porque você queria saber disso?”
“Eu apenas… estou tentando entender as coisas,” ela disse, e disse a Twilight sobre sua conversa com Gilda.
Twilight franziu as sobrancelhas, com um olhar pensativo em seu rosto. “Eu acho que ela resumiu bem suas opções, Rainbow. É uma pena que sua mãe tenha te deixado, mas você não é ela. O fato de que isso está te incomodando tanto é um sinal claro disso. Mas você tem que fazer uma escolha, Rainbow. E rápido. Isso não é justo para a Scootaloo, e nem para você.
Rainbow Dash fixou seu olhar sobre Twilight Sparkle, com uma expressão pensativa. Ela pensou em todas as vezes que a Scootaloo esteve lá por ela, que ela mostrou sua admiração, e todas as vezes que ela tinha mostrado preocupação. Ela pensou sobre o abandono que sofreu de sua mãe, e de seus próprios medos. Ela pensou sobre os Wonderbolts, e sobre seu próprio sonho.
E fez sua decisão.
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No dia seguinte…
A celebração do Dia das Mães…
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Twilight estava atrasada para a celebração, correndo com Spike para chegar lá. Sua própria mãe estava lá, a mais velha, branca unicórnio, dando um pequeno carinho alegremente. Twilight Velvet sorriu, e perguntou, “Por onde você esteve?”
Twilight ficou um pouco corada. “Eu apenas tinha algumas coisas de última hora pra resolver na biblioteca,” ela disse, sorrindo alegremente para sua mãe. “Mas eu sou sua pelo dia inteiro agora.
Velvet riu. “Pelo que sobrou dele, pelo menos. Quase todos os jogos já foram registrados,” ela disse.
Twilight franziu as sobrancelhas, preocupada. “Me desculpe, você queria participar em algum deles?”
Velvet balançou a cabeça. “Não, não… Apenas estou feliz de passar o tempo com minha garota,” ela disse, dando um carinho de novo. “Eu não vi você desde a última vez que você esteve em Canterlot, pra sua festa de aniversário.”
Twilight ficou corada. “Eu sei, eu sei… Eu vou tentar visitar mais vezes, eu prometo.”
Velvet apenas sorriu, beijando sua filha amorosamente.
Twilight sorriu alegre. “Papai está aqui? E os outros também?”
Velvet acenou com a cabeça, apontando os grupos. “Seu pai está comprando um lanche. E sim, suas amigas estão aqui. Essa amável Applejack está aqui com seu irmão, irmã e avó…” ela disse, apontando para o grupo familiar. “Rarity está aqui com sua família…” Twilight tinha que rir de como os pais da Rarity eram diferentes dela. Apesar das diferenças óbvias, Rarity parecia estar tão satisfeita de estar com sua família assim como a Twilight estava com a sua. “Pinkie está com a sua família…” Twilight olhou surpresa ao ver os pais e irmãos da Pinkie, a alegre pônei festeira contrastava com os sombrios, porém sorridentes fazendeiros de pedras. “E ali está Fluttershy com sua mãe.” Velvet apontou as duas últimas, e Twilight piscou.
Perto da Fluttershy estava uma pégaso com o mesmo estilo de cabelo e uma aparência similar, porém era duas vezes maior que a Fluttershy e estava usando uma armadura da Guarda Real porém sem o capacete, falando em uma voz que irrestivelmente a relembrava do Tom Real de Canterlot da Princesa Luna.
“…Isso é uma pégaso ou uma giganta?” ela perguntou, confusa.
Quando Fluttershy viu Twilight e acenou para ela, a mãe de Fluttershy também a viu. Ela chegou na frente de Twilight e Velvet em um único pulo, sorrindo largamente. Ela balançou o casco da Twilight forte o suficiente para deixar seus dentes chacoalhando e seu corpo balançando no meio do ar.
“COMO VAI, GAROTA?” ela gritou, a força do grito quase jogou as duas unicórnios para trás. “Você deve ser a Twilight Sparkle! Minha pequena Flutters me contou muito sobre você!”
Ela então agarrou Twilight e lhe deu um abraço de quebrar as costelas. Twilight deu um olhar de cansada para a Fluttershy. “Deixa eu adivinhar,” ela disse para a pégaso envergonhada. “Você é mais como o seu pai na personalidade.
Fluttershy ficou corada e acenou com a cabeça. “Ele está no hotel… multidões o deixam nervoso,” Fluttershy falou do seu jeito tímido, sorrindo timidamente.
A mãe da Fluttershy colocou Twilight de volta no chão e olhou para Twilight Velvet. “E você deve ser a mãe dela! Oh, dá pra ver de onde a Twilight herdou sua beleza! Sou Barricade, pertenço a Guarda Real de Canterlot. É um prazer te conhecer.”
Twilight Velvet sorriu fracamente, saindo de perto do casco que a Barricade estendeu. “Eu sou Twilight Velvet. É um prazer conhecê-la.” ela disse, discretamente indo para trás do seu marido, Nightlight, que fixava seu olhar, perplexo, sobre a grande pégaso. Barricade, que não se sentiu ofendida, apenas riu.
Rarity e Applejack chegaram perto. “Parece que você conheceu a mãe ‘encantadora’ da Fluttershy,” Rarity disse, sorrindo.
A perna da frente da Twilight ainda estava balançando um pouco. Applejack riu, a ajudando a segurar a perna até que ela parou de ter espasmos. “Posso jurar, que essa garota podia colher todo o meu pomar apenas gritando,” a pônei fazendeira disse, balançando sua cabeça.
Twilight riu, balançando sua cabeça. “Certamente é um contraste interessante,” ela disse, olhando para as daus. Fluttershy tinha uma posição mais “encolhida”, enquanto que Barricade tinha uma postura imprudente e até desafiadora.
“Onde tá a Rainbow Dash?” Fluttershy perguntou. “Ela vai vir pra cá?”
Twilight começou a dizer alguma coisa, quando ela foi interrompida por Pinkie Pie. A pulante e festeira pônei subia no coreto principal, onde Mayor Mare estava organizando os papéis para o discurso de abertura. Ela pegou o microfone e disse, “Apenas um aviso, pessoal, ainda tem vagas para a grande corrida em equipe! Uma mãe, uma potra, em uma corrida para ganhar grandes prêmios!”
“Ótimo, então eu ainda tenho tempo pra participar,” disse uma voz da multidão. Todo mundo olhou, chocados por ver Rainbow Dash andando, não voando, ANDANDO, para o coreto, com um rolo de papel debaixo de uma de suas asas. A visão incomum de Rainbow Dash andando supreendeu todos que a conheciam, com exceção de Twilight, que apenas sorriu.
Scootaloo, em particular, estava chocada. Ela tinha sido trazida para a competição com vários outros potros e potras do orfanato, as funcionárias tinham um bom histórico de órfãos adotados durante esse evento e na celebração do Dia dos Pais. Scootaloo não esperava ver Rainbow Dash. Vê-la lá a deixou perplexa… e lentamente preenchida com uma crescente esperança. Outra funcionária apareceu, sorrindo calorosamente para Rainbow Dash.
Pinkie, em seus simples porém elegante vestido, ficou estranhamente sem palavras. Mayor Mare chegou perto de Rainbow Dash e disse, “… Apesar de todos nós apreciarmos seu ‘espírito competitivo’, isto é uma corrida para as mães e seus filhos.”
Rainbow Dash acenou com a cabeça. Ela falou de novo, em uma incomum voz suave. “Eu sei,” ela disse. “Eu vou entrar com minha filha.”
Scootaloo engoliu em seco. Rarity, Applejack, Fluttershy, e Pinkie Pie começaram a sorrir, subitamente compreendendo.
Mayor Mare piscou os olhos, confusa. “Sua… Sua filha?”
Rainbow Dash acenou com a cabeça, e colocou o papel que estava debaixo de sua asa em cima do coreto.
Era um formulário de adoção.
Rainbow Dash sorriu. “Eu acabei de terminar toda a papelada a alguns minutos atrás. Scootaloo é minha filha agora, e vamos entrar na corrida juntas,” ela disse.
Houve um silêncio pela surpresa. E então várias pessoas começaram a aplaudir, começando com os amigos da Scootaloo do orfanato. Applejack, Fluttershy e Pinkie Pie vieram parabenizar a Rainbow Dash por fazer algo tão legal, enquanto que Rarity ficou junto a Twilight, surpresa.
“Foi… Foi por isso que você chegou atrasada?” ela perguntou.
Twilight acenou com a cabeça. “Desde que Scootaloo pediu para entrar na competição com ela, Rainbow Dash ficou confusa sobre o que era queria fazer com a sua vida. E ontem, ela fez uma decisão. Ela decidiu adotar a Scootaloo, e pediu por minha ajuda. Princess Celestia ficou mais que feliz por escrever uma carta de recomendação dela, e isso acelerou o processo o suficiente para que nós pudéssemos terminá-lo hoje.”
Velvet sorriu. “Estou muito orgulhosa de vocês duas, Twilight Sparkle,” ela disse, Twilight ficou corada.
Rainbow Dash, enquanto isso, foi em direção a Scootaloo, que tinha se sentado, sem poder se mexer, com uma expressão de choque em sua face.
“Eu… você… eu realmente sou sua…” Scootaloo gaguejou.
Rainbow Dash acenou com a cabeça, sorrindo. “Você agora está comigo, garota. Eu vou cuidar de você daqui por diante,” ela disse.
A expressão da Scootaloo mudou de choque para pura alegria assim que ela partiu em frente, abraçando Rainbow Dash fortemente. Rainbow Dash ficou corada, e disse, “Vamobora. Vamos mostrar pra eles como se faz as coisas.”
Como se viu depois, elas não mostraram isso a todos. Elas chegaram na linha de chegada em último lugar, a corrida funcionava com um trabalho em equipe que as duas ainda não tinham desenvolvido. Algumas vezes Rainbow Dash partia a frente e tinha que voltar e trazer a Scootaloo, algumas vezes Scootaloo partia a frente e tinha que voltar pela Rainbow Dash.
No final, os grandes ganhadores da corrida foram Derpy Hooves e Dinky Hooves em primeiro lugar, Berry Punch e Ruby Pinch em segundo, e Topsy Turvy e Diamond Tiara em terceiro lugar, Diamond Tiara surpreendentemente parecia tranquila mesmo não tendo chegado em primeiro. Rainbow Dash e Scootaloo estavam juntas, vendo os prêmios serem entregues aos ganhadores.
“Me desculpe se a gente não venceu,” Scootaloo disse, franzindo as sobrancelhas.
“Tudo bem,” Rainbow Dash disse. “É estranho… mas perder não está me incomodando. Eu ainda sinto como se eu tivesse vencido…”
Scootaloo ficou corada. “Mas… E o seu sonho? De ser uma Wonderbolt?” ela perguntou.
Ela encolheu os ombros. “Eu vou inventar alguma coisa. E se eu terminar não conseguindo me juntar a eles…” Ela sorriu, e encolheu os ombros novamente. “Não tem problema em você tentar se juntar a eles também.”
Scootaloo arregalou os olhos. “Eu? Uma Wonderbolt?” ela respirou fundo, sorrindo largamente com a ideia.
Rainbow Dash suspirou, sorrindo. Twilight, Rarity, Applejack, Fluttershy, e Pinkie Pie se juntaram a ela. Ela virou para Scootaloo, e disse, “Eu… Eu estou honestamente um pouco assustada, garota. Essa história de ser uma mãe é coisa nova pra mim. Mas eu quero tentar se você também quiser…”
Scootaloo, sorrindo largamente, a abraçou. “Eu quero. Eu definitivamente quero,” ela disse.
“Eu provavelmente vou ter que fazer coisas que não são ‘legais’, tipo, garantir que você fez sua atividade de casa, e comer sua alfafa, e coisas desse tipo…” Rainbow Dash avisou.
Scootaloo balançou sua cabeça, seu sorriso era tão grande que ameaçava partir sua face ao meio. “Eu não me importo! Eu apenas… Eu tenho um lar agora! Eu te amo… Mãe,” ela disse.
Rainbow Dash engoliu em seco, ficando corada enquanto sentia um quente bater de asas em seu coração. “Oh wow…” ela disse, sorrindo largamente. E as outras mães, que tinham se juntado em volta para observar a cena, apenas sorriram conhecendo, entendendo perfeitamente como Rainbow Dash se sentia, relembrando momentos similares com seus próprios filhos…
Rainbow Dash suspirou, abraçando Scootaloo fortemente. “…Eu não sei o quão boa como mãe eu vou ser, Scoot. Mas eu vou dar o meu melhor,” ela disse. Ela virou para as outras, e disse, “Claro, seria legal se tivessem 5 tias superlegais me ajudando a me manter na linha…”
“Adoraria!” Pinkie Pie falou, pulando alegremente.
Fluttershy sorriu largamente. “É claro que eu vou ajudar,” ela disse.
“Você sabe que eu estou dentro, docinho,” Applejack disse.
“Eu não sou muito boa com crianças,” Rarity disse, admitindo seus próprios erros, “Mas eu vou estar feliz em ajudar de qualquer forma que eu puder.”
“Nós estaríamos mais que felizes,” Twilight disse.
Rainbow Dash sorriu gratamente. “Obrigada garotas…”
Apple Bloom e Sweetie Belle, que estavam caminhando com os outros, de repente sorriram. “Ei…” Apple Bloom disse com uma grande realização, “Se Rarity e Applejack vão ser tias da Scootaloo…”
Sweetie Belle sorriu alegremente. “Então… isso faz da gente Cutie Mark Crusaders PRIMOS!”
As duas garotas alegremente abraçaram Scootaloo. A jovem potra quase perdeu o fôlego. Ela não apenas tinha conseguido uma mãe, mas 5 tias e um par de primas também. Lágrimas de felicidade começaram a escorrer pelo seu rosto enquanto ela abraçava suas duas amigas… agora sua família.
Rainbow Dash viu Scootaloo chorando, e chegou perto dela. “Algum problema?”
Scootaloo ficou corada. “Me desculpa, é que… Nunca as coisas foram tão bem comigo e de uma só vez!”
Rainbow Dash apenas sorriu calorosamente, suavemente tirando as lágrimas dos olhos da Scootaloo. Ela hesitou por um momento, assim que ela sentia uma estranha compulsão. Era uma coisa que a Pinkie Pie ou Fluttershy deveria fazer, ela sabia disso. Mas parecia certo naquele instante.
Ela abraçou a Scootaloo, e começou a cantar.
“Vamos, pare de chorar, vai ficar tudo bem.
Você está comigo agora, e te segurarei firme.
Eu te protegerei de tudo ao seu redor.
Eu estarei aqui, não chore.”
Scootaloo se aconchegou perto dela. Rainbow Dash ficou corada, e continuou a cantar.
“Para alguém tão pequena, você parece ser tão forte.
Minhas asas te abraçarão, manterão você segura e aquecida.
Esse laço entre nós não pode ser quebrado.
Eu estarei aqui, não chore.
Porque você estará no meu coração.
Sim, você estará no meu coração.
Deste dia em diante, agora e para sempre mais.
Sim, você estará no meu coração.
Não importa o que digam.
Você estará no meu coração.
Sempre…”
Rainbow Dash beijou o topo da cabeça de Scootaloo, terminando a música com um sussurro, “Sempre…”
A multidão começou a aplaudir. Rainbow Dash mal notou, se focando no calor que sentia assim que ela abraçava Scootaloo mais forte. Ela pensou, Crescer pode ser algo difícil. Tomar responsabilidade por uma criança, virar uma mãe, uma experiência assustadora. Mas se você tiver a coragem de tentar, e está disposta a arranjar ajuda quando precisar, então tudo pode dar certo no final. Ela piscou os olhos, e riu. Ei, ficou bem legal. Eu devia colocar isso numa carta para a Princesa. Ela olhou para a Scootaloo de novo, e sorriu calorosamente. Depois que eu levar minha… minha filha (parece tão estranho porém também tão legal pensar nela como isso) para casa, é claro.
Do outro lado, Gilda observava a cena por detrás de um conjunto de arquibancadas, tendo vindo em segredo pra dar a Rainbow Dash um pouco de apoio moral. Ela estava um pouco surpresa de ver que Rainbow Dash acabou decidindo adotar a criança. Mas ela não podia ver algo de ruim na escolha dela. “Nada mal, Dashie,” ela disse. “Nada mal.”
Ela se virou para voar embora, mas acabou esbarrando em uma pégaso que parecia uma parede. Gilda gritou, percebendo a semelhança com a Fluttershy imediatamente.
“Você não é aquela grifo que intimidou minha pequena Flutters a alguns meses atrás?” Barricade perguntou, fixando seu olhar sobre Gilda. Qualquer um que visse aquele olhar mortal entenderia de onde a Fluttershy conseguiu seu famoso “Olhar”.
“Um…” a grifo gaguejou. Ela é uma pônei ou uma giganta?! Gilda pensou aleatoriamente. Ela tentou escapar, mas Barricade prendeu o rabo dela com um dos cascos.
“Vamos ter uma conversinha,” ela disse, arrastando a Gilda, “em privado.”
“Socorro…” Gilda choramingou.
O FIM
(Nota do autor: Me perdoem pelo final com a Gilda e a Barricade, mas eu não pude resistir…)
Notas do tradutor:
- A música que a Rainbow Dash canta no final da história é a música “You’ll be in my heart” de Phill Collins, com algumas pequenas adaptações que o autor original fez. Infelizmente tive que traduzir e a música não ficou tão bonita traduzida pro português.
- Essa foi uma tradução difícil. Não ficou super perfeita, mas você deve ter entendido direitinho a história. Mas, bom, pelo menos está pronto. Espero que você tenha gostado da fic e da tradução (Porque eu pessoalmente gostei dela na primeira vez que eu a li).
Fonte original (em inglês): http://www.fimfiction.net/story/7350/Mothers

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